segunda-feira, 15 de agosto de 2011

11º Capítulo

   - Vá chegamos, tenham cuidado, e se precisarem de alguma coisa basta ligarem-me. Comportem-se que eu tenho que ir para o trabalho.
   - Ok tia, podes ficar descansada.
      Yup, a minha tia tinha conseguido que viesse só eu e a maluca da Rita aqui ao orfanato, ainda queria ver no que isto ia dar. Estava anciosa para ver como é que o Pedro estava, e a Rita ia delirar quando o visse. Iamos a caminho da salinha onde os orfãos deviam estar, quando passamos pela Dona Manuela no corredor.
   - Boa tarde Dona Manuela. Muito prazer em revê-la novamente. Esta é Rita, a minha amiga, da qual a minha tia lhe informou que vinha comigo.
   - Olá. Então tudo bem com vocês ? Muito prazer em te conhecer Rita, espero que gostes. Pelo menos acho que a Joana gostou não foi ?
   - Sim, eu gostei muito, e como hoje a minha tia não podia vir, então aproveitei e trouxe a Rita para ela passar pela experiência.
   - Ok, então vão lá. Boa sorte, e até logo.
      Eu e a Rita seguimos o caminho até a salinha, e quando entramos tive um déjà vu Todos viraram a sua atenção para nós, disseram 'Boa tarde' e nós retribuímos. Olhei em volta e avistei o Pedro sentado no canto outra vez. E obviamente que decidi ir ter com ele. Aproveitei que a Rita estava distraída com umas crianças e fui lá.
   - Olá Pedro. Posso sentar-me ?
      Ele levantou ligeiramente a cabeça e respondeu - Claro Joana.
   - Sentado sozinho outra vez ?
   - Sabes que ás vezes ser o mais velho é dificil. Não me interpretes mal, mas eu adoro brincar com estas crianças mas as vezes preciso de alguém da minha idade para desabafar, alguém como tu.
   - Pois, se eu pudesse eu vinha aqui todos os dias, mas nem sempre dá.
   - Yup, e depois ainda tem aquela problema de estar a atingir os 18 anos daqui a pouco tempo.
   - Já tens alguma novidade sobre isso ?
   - Já andei por aí a procurar emprego mas está complicado, mesmo muito, ainda por cima não tenho muito tempo e ainda estou a fazer o 12º, o que é uma sorte na minha situação.
   - Pedro deixa-me só ir ali fazer uma chamada e venho já.
   - Ok, vai lá.
      Eu sabia bem quem é que podia ajudar. Eu ainda não tinha perguntado a minha tia como é que tinha ficado a conversa entre ela e o meu tio sobre o Pedro ficar lá em casa pelo menos um mês. Marquei o número dela e carreguei na tecla verde, pus o telemóvel ao ouvido (Obvio que é no ouvido, iria ser aonde ? No nariz?) e esperei.
   - Olá querida, então aconteceu alguma coisa.
   - Não tia. Só queria te fazer uma pergunta, como é que ficou a conversa entre ti e o tio ?
   - Ah querida já percebi. Falei com o teu tio e ele disse que tinha muito gosto em deixa-lo ficar lá em casa o tempo que precisasse, mas não digas nada ao Pedro. Quando vos for buscar, eu vou falar com a Dona Manuela, e depois falamos em conjunto. É melhor assim.
   - Ok ok tia. Fico tão feliz por saber que tudo pode acabar bem para ele.
   - Pois, ele tem esse direito. Mas vá querida, agora tenho que desligar, tenho muito trabalho pela frente, até logo.
   - Até logo, beijinhos.
     Depois de desligar a chamada voltei para opé do Pedro.
   - Então aconteceu alguma coisa ?
   - Não, está tudo bem. - sorri-lhe.
   - Olá oláa. Então Joana não me apresentas o teu amigo ? - Pronto chegou a louca da Rita.
   - Rita este é o Pedro, Pedro esta é a Rita, a minha melhor amiga.
   - Olá , muito prazer em te conhecer - disse o Pedro à Rita.
   - Igualmente. Tenho ouvido falar muito sobre ti.
   - Oh, a sério ? - disse ele ao olhar para mim ao que eu respondi com um encolher de ombros. - Espero que tenha sido coisas boas.
   - Claro claro, mas porque que não nos vamos juntar ali ao resto do grupo ?
   - Claro, 'bora lá.

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